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    <title>DSpace Collection:</title>
    <link>http://baes.ua.pt:80/handle/10773/11</link>
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    <pubDate>Sun, 12 Apr 2026 22:36:56 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-04-12T22:36:56Z</dc:date>
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      <title>Depressão: detecção, diagnóstico e tratamento</title>
      <link>http://baes.ua.pt:80/handle/10849/195</link>
      <description>Title: Depressão: detecção, diagnóstico e tratamento
Authors: Gusmão, Ricardo Duarte Miranda de
Abstract: A depressão clínica é uma patologia do humor, dimensional e de natureza crónica, evoluindo por episódios heterogéneos remitentes e recorrentes, de gravidade variável, correspondendo a categorias nosológicas porventura artificiais mas clinicamente úteis, de elevada prevalência e responsável por morbilidade importante e custos sociais crescentes, calculando-se que em 2020 os episódios de depressão major constituirão, em todo o mundo, a segunda causa de anos de vida com saúde perdidos. 	Como desejável, na maioria dos países os cuidados de saúde primários são a porta de entrada para o acesso à recepção de cuidados de saúde. Cerca de 50% de todas as pessoas sofrendo de depressão acedem aos cuidados de saúde primários mas apenas uma pequena proporção é correctamente diagnosticada e tratada pelos médicos prestadores de cuidados primários apesar dos tratamentos disponíveis serem muito efectivos e de fácil aplicabilidade. 	A existência de dificuldades e barreiras a vários níveis - doença, doentes, médicos, organizações de saúde, cultura e sociedade - contribuem para esta generalizada ineficiência de que resulta uma manutenção do peso da depressão que não tem sido possível reduzir através das estratégias tradicionais de organização de serviços. A equipa comunitária de saúde mental e a psiquiatria de ligação são duas estratégias de intervenção com desenvolvimento conceptual e organizacional respectivamente na Psiquiatria Social e na Psicossomática. A primeira tem demonstrado sucesso na abordagem clínica das doenças mentais graves na comunidade e a segunda na abordagem das patologias não psicóticas no hospital geral. Todavia, a efectividade destas estratégias não se tem revelado transferível para o tratamento das perturbações depressivas e outras patologias mentais comuns nos cuidados de saúde primários. 	Novos modelos de ligação e de trabalho em equipa multidisciplinar têm sido demonstrados como mais eficazes e custo-efectivos na redução do peso da depressão, ao nível da prestação dos cuidados de saúde primários, quando são atinentes com os seguintes princípios estratégicos e organizacionais: detecção sistemática e abordagem da depressão segundo o modelo médico, gestão integrada de doença crónica incluindo a continuidade de cuidados mediante colaboração e partilha de responsabilidades intersectorial, e a aposta na melhoria contínua da qualidade. 	Em Portugal, não existem dados fiáveis sobre a frequência da depressão, seu reconhecimento e a adequação do tratamento ao nível dos cuidados de saúde primários nem se encontra validada uma metodologia de diagnóstico simples e fiável passível de implementação generalizada. 	Foi realizado um estudo descritivo transversal com os objectivos de estabelecer a prevalência pontual de depressão entre os utentes dos cuidados de saúde primários e as taxas de reconhecimento e tratamento pelos médicos de família e testar metodologias de despiste, com base num questionário de preenchimento rápido - o WHO-5 - associado a uma breve entrevista estruturada - o IED. Foram seleccionados aleatoriamente 31 médicos de família e avaliados 544 utentes consecutivos, dos 16 aos 90 anos, em quatro regiões de saúde e oito centros de saúde dotados com 219 clínicos gerais. Os doentes foram entrevistados por psiquiatras, utilizando um método padronizado, o SCAN, para diagnóstico de perturbação depressiva segundo os critérios da 10a edição da Classificação Internacional de Doenças. 	Apurou-se que 24.8% dos utentes apresentava depressão. No melhor dos cenários, menos de metade destes doentes, 43%, foi correctamente identificada como deprimida pelo seu médico de família e menos de 13% dos doentes com depressão estavam bem medicados com antidepressivo em dose adequada. A aplicação seriada dos dois instrumentos não revelou dificuldades tendo permitido a identificação de pelo menos 8 em cada 10 doentes deprimidos e a exclusão de 9 em cada 10 doentes não deprimidos. 	Confirma-se a elevada prevalência da patologia depressiva ao nível dos cuidados primários em Portugal e a necessidade de melhorar a capacidade diagnóstica e terapêutica dos médicos de família. A intervenção de despiste, que foi validada, parece adequada para ser aplicada de modo sistemático em Centros de Saúde que disponham de recursos técnicos e organizacionais para o tratamento efectivo dos doentes com depressão. A obtenção da linha de base de indicadores de prevalência, reconhecimento e tratamento das perturbações depressivas nos cuidados de saúde primários, bem como a validação de instrumentos de uso clínico, viabiliza a capacitação do sistema para a produção de uma campanha nacional de educação de grande amplitude como a proposta no Plano Nacional de Saúde 2004-2010.</description>
      <pubDate>Sat, 01 Jan 2005 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2005-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Aspectos psiconeuroimunológicos de idosos cuidadores de pacientes com demência</title>
      <link>http://baes.ua.pt:80/handle/10849/169</link>
      <description>Title: Aspectos psiconeuroimunológicos de idosos cuidadores de pacientes com demência
Authors: Jeckel, Cristina Maria Moriguchi
Abstract: Introdução: O cuidado diário de pacientes com demência constitui um modelo naturalísti-co de estresse crônico que pode acelerar características próprias do processo de envelhecimento. Alterações no perfil imunológico e endócrino (e.g. aumento dos níveis de cortisol, a redução da proliferação dos linfócitos T e o aumento de citocinas inflamatórias) tem sido observados em estudos anteriores como reflexos da sobrecarga emocional. O objetivo deste trabalho é avaliar como o estresse crônico do cuidado diário de um familiar com doença de Alzheimer pode interferir nos aspectos psiconeuroimunológicos do processo de envelhecimento saudável. Métodos: Participaram neste estudo 41 cuidadores de 40 a 82 anos (60,56 maios ou menos 1,81) e 33 não-cuidadores de 40 a 90 anos (60,27 mais ou menos 2,46) estritamente saudáveis, selecionados segundo os critérios do protocolo SENIEUR. Os inventários de depressão, ansiedade, estresse e coping foram avaliados como indicadores da carga emocional e estratégias de enfrentamento ao estresse. Níveis salivares de cortisol foram mensurados ao longo do dia (8h, 12h e 20h) e sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEAS) pela manhã (8h). Sangue periférico foi coletado pela manhã para avaliação da proliferação dos linfócitos T e sensibilidade celular a glicocorticóides (dexametasona, DEX; corticosterona, CORT). O teste de supressão a DEX (TSD) foi avaliado através da administração noturna de 1 mg de DEX (VO) e mensuração do cortisol salivar pela manhã do dia seguinte. Resultados: Os cuidadores eram mais ansiosos, deprimidos e estressados em comparação aos controles, apesar de não ter sido constatada elevação nos níveis de cortisol salivar. As estratégias de enfrentamento do estresse (coping) mais empregadas pelos cuidadores eram suporte social, reavaliação positiva e resolução de problemas. O nível de DHEAS salivar dos cuidadores era mais baixo em relação aos controles, aumentando significativamente razão cortisol/DHEAS. Identificou-se uma parcela significativamente maior de cuidadores não-supressores no grupo cuidador (29,3%) em relação ao grupo controle (3%). Foi observado um aumento da proliferação linfocitária nos cuidadores e sensibilidade maior a CORT e resistência a DEX. Conclusões: O estresse crônico pode causar o surgimento precoce de características inerentes ao processo de envelhecimento, como o aumento dos valores da razão cortisol/DHEAS e sensibilidade alterada a glicocorticóides. Contudo, o excelente estado de saúde (SENIEUR) parece proteger os indivíduos estressados das alterações nocivas de cortisol. É relevante considerar que as variabilidades inter-individuais podem se refletir nas interações dos fatores psicológicos e sociais com os processos biológicos.
Description: Doutoramento em Gerontologia Biomédica</description>
      <pubDate>Sun, 01 Jan 2006 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2006-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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